Desde tempos remotos a leitura tem se desenvolvido e tomado proporções incríveis. Apesar de os estímulos psicomotores serem bastante recorrentes no mundo contemporâneo, a leitura aproxima cada vez mais as pessoas, seja através da literatura, dos jornais, das correspondências e outros meios. Seria praticamente impossível a comunicação entre as pessoas se não fosse o poder que a leitura tem. Daí a sua importância. A leitura sempre teve seus aspectos positivos. Atualmente a sua utilidade é vastíssima. Nos cartórios, por exemplo, os funcionários diariamente manipulam livros e atas que contêm informações importantíssimas. Nos escritórios de repartições públicas, utiliza-se a informática para a leitura de diversos documentos. Nas escolas os professores escrevem no quadro negro ou ditam matérias e textos a fim de que seus alunos escrevam em seus cadernos para futura leitura e até mesmo estimulam a leitura oral. Através da correspondência pessoal podemos expressar nossos sentimentos e até mesmo ler o que os outros pensam. Apesar de existir o desenvolvimento visual e tecnológico, há a possibilidade de melhorar-se a leitura incentivando-se as várias faixas etárias, principalmente os jovens e as crianças, a lerem com mais freqüência. Quando oportuno, substituir aos poucos do dia-a-dia delas a televisão, os vídeo games, a internet e os aparelhos celulares por ótimas literaturas infantis. Os cientistas e estudiosos dizem que para assimilar uma nova informação, o cérebro precisa entrar em contato 27 vezes com esse dado. Ao ler um livro, você tem uma imersão que pode ser uma verdadeira aula sobre qualquer assunto. Numa hora você nunca ouviu falar em determinada personagem e sabe pouco sobre ela. Doze horas depois você saberá tanto que poderá dar uma palestra sobre ela. O aprendizado é mais rápido e melhor aproveitado quando feito por meio de vínculos e associações. Por isso que cada leitura é um aprendizado, já que entramos em contato com assuntos que estão circunscritos dentro de um contexto. Desta forma, além de transmitir sentimentos como humor, superação, vontade, emoção etc, histórias podem: gerar conhecimento, fazendo com que os leitores tomem ciência de um determinado assunto; estabelecer um valor, já que nada tem valor em si e somos nós que atribuímos valor às coisas de acordo com alguns parâmetros; facilitar a projeção, ou seja, que o leitor se coloque no lugar de uma personagem e vivenciar as mesmas experiências que ele; explicar didaticamente e na linguagem de qualquer pessoa praticamente qualquer coisa ( tanto que a Bíblia existe até hoje no mesmo formato). Não é à-toa que uma pessoa que começa a ler um bom livro não consegue parar. O estranho é que são poucas que iniciam o processo. Como disse Drummond de Andrade “a leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede.” Nada nasce do nada. Tudo vem das idéias. Em última análise, do cérebro e do modo de pensar e do conhecimento adquirido ao longo do tempo. Ocorre que muitos sentem dificuldade de transmitir seus pensamentos, suas idéias. Tanto na forma oral, como na escrita. Antigamente as idéias não eram escritas e sim repassadas de pai para filho, de geração à geração. Posteriormente surgiu o rolo onde se escreviam as idéias e anos mais tarde o livro. A partir daí ficou bem mais fácil de o conhecimento ser repassado para todas as pessoas de uma forma imparcial. Porém, ainda hoje o ser humano se ressente da dificuldade de organizar um pensamento que espelhe a exata sensação ou sentimento a que está envolvido. Daí o porquê da leitura. No entanto uma boa sugestão seria que essa fosse feita de uma forma inteligente, para que se pudesse aproveitar melhor seu conteúdo e desenvolver o poder de argumentação. Você tem que desenvolver a capacidade de ler com alegria. Para isso é necessário que se vincule o prazer à leitura. Busque no seu interior um assunto que o envolva, que desperte em você vontade de conhecer mais. Será esse assunto instigante que abrirá suas comportas para a leitura. Sem formulinhas mágicas. As palavras-chave para o êxito de qualquer atividade são essas: Treinar e aprimorar-se.
Fonte: http://pt.shvoong.com/books/guidance-self-improvement/1786283-poder-da-leitura/#ixzz28L74el7L
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Figuras de Linguagem
São recursos usados
pelo falante para realçar a sua mensagem.
1) ELIPSE
– ZEUGMA
Veja os exemplos:
1-Na estante, livros
e mais livros.
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.
2-Ele prefere um passeio pela praia; eu, cinema.
No 1º exemplo temos
uma elipse, já no 2º, a figura que aparece é o zeugma.
A elipse consiste na
omissão de um termo que é facilmente identificado.
No exemplo 1,
percebemos claramente que o verbo “haver” foi omitido.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
No exemplo 2, ocorre zeugma, que é a omissão de um termo que já fora expresso anteriormente.
“Ele pela prefere um
passeio praia;eu, (prefiro) cinema.”(Não houve necessidade de repetir o verbo,
pois entendemos o recado).
2) PLEONASMO
Na oração: “Ela
cantou uma canção linda!”, houve o emprego de um termo desnecessário, pois quem
canta, só pode cantar uma canção.
Na famosa frase: “Vi
com meus próprios olhos.”, também ocorre o mesmo.
Pleonasmo é a repetição de idéias
Pleonasmo é a repetição de idéias
3) HIPÉRBATO
Exemplos:
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
Correm pelo parque as crianças da rua.
Na escada subiu o pintor.
As duas orações estão
na ordem inversa.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
O hipérbato consiste na inversão dos termos da oração.
Na ordem direta
ficaria:
As crianças da rua
correm pelo parque.
O pintor subiu na escada.
O pintor subiu na escada.
4) ANACOLUTO
É a falta de nexo que
existe entre o início e o fim de uma frase.
Dois gatinhos miando
no muro, conversávamos sobre como é complicada a vida dos animais.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
Novas espécies de tubarão no Japão, pensava em como é misteriosa a natureza.
5) SILEPSE
É a concordância com
a idéia e não com a palavra dita.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
Pode ser: de gênero, número ou pessoa.
SILEPSE DE GÊNERO
(masc./fem.)Vossa Excelência está admirado do fato?
O pronome de
tratamento “Vossa Execelência” é feminino, mas o adjetivo “admirado” está no
masculino. Ou seja, concordou com a pessoa a quem se referia (no caso, um homem).
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
Aqui temos o feminino e o masculino, logo, silepse de gênero.
SILEPSE DE NÚMERO
(singular/plural)
Aquela multidão
gritavam diante do ídolo.
Multidão está no
singular, mas o verbo está no plural.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
“Gritavam” concorda com a idéia de plural que está em “multidão”.
Mais exemplos.
A maior parte fizeram
a prova.
A grande maioria estudam uma língua.
A grande maioria estudam uma língua.
SILEPSE DE PESSOA
Todos estávamos
nervosos.
Esta frase levaria o
verbo normalmente para a 3ª pessoa (estavam – eles) mas a concordância foi
feita com a 1ª pessoa(nós).
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Temos aqui 2 pessoas ( eles e nós ) logo, silepse de pessoa.
Mais exemplos:
As duas comemos muita
pizza.(elas – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
Todos compramos chocolates e balas.(eles – nós)
Os brasileiros sois um povo solidário. (eles – vós)
Os cariocas somos muito solidários.(eles – nós)
6) METÁFORA –
COMPARAÇÃO
1-Aquele homem é um
leão.
Estamos comparando um
homem com um leão, pois esse homem é forte e corajoso como um leão.
2-A vida vem em ondas
como o mar.
Aqui também existe
uma comparação, só que desta vez é usado o conectivo comparativo: como.
O exemplo 1 é uma
metáfora e o exemplo 2 é uma comparação.
Exemplos de matáfora.
Ele é um anjo.
Ela uma flor.
Ela uma flor.
Exemplos de
comparação.
A chuva cai como
lágrimas.
A mocidade é como uma flor.
A mocidade é como uma flor.
Metáfora: sem o
conectivo comparativo.
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
Comparação: com o conectivo (como, tal como, assim como)
7) METONÍMIA
Aqui também existe a
comparação, só que desta vez ela é mais objetiva.
Ele gosta de ler
Agatha Christie.
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
Ele comeu uma caixa de chocolate.
(Ele comeu o que estava dentro da caixa)
A velhice deve ser respeitada.
Pão para quem tem fome.(“Pão” no lugar de “alimento”)
Não tinha teto em que se abrigasse.(“Teto” em lugar de “casa”)
8) PERÍFRASE
– ANTONOMÁSIA
A Cidade Maravilhosa
recebe muitos turistas durante o carnaval.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
O Rei das Selvas está bravo.
A Dama do Suspense escreveu livros ótimos.
O Mestre do Suspense dirigiu grandes clássicos do cinema.
Nos exemplos acima
notamos que usamos expressões especiais para falar de alguém ou de algum lugar.
Cidade Maravilhosa:
Rio de Janeiro
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Rei das Selvas: Leão
A Dama do Suspense: Agatha Christie
O Mestre do Suspense: Alfred Hitchcock
Quando usamos esse
recurso estamos empregando a perífrase ou antonomásia.
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
Perífrase, quando se tratar de lugares ou animais.
Antonomásia, quando forem pessoas
9) CATACRESE
A catacrese é o
emprego impróprio de uma palavra ou expressão por esquecimento ou ignorância do
seu real sentido.
Sentou-se no braço da
poltrona para descansar.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
A asa da xícara quebrou-se.
O pé da mesa estava quebrado.
Vou colocar um fio de azeite na sopa.
10) ANTÍTESE
Emprego de termos com
sentidos opostos.
Ela se preocupa tanto
com o passado que esquece o presente.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
A guerra não leva a nada, devemos buscar a paz.
11) EUFEMISMO
Aquele rapaz não é
legal, ele subtraiu dinheiro.
Acho que não fui feliz nos exames.
Acho que não fui feliz nos exames.
O intuito dessas
orações foi abrandar a mensagem, ou seja, ser mais educado.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
No exemplo 1 o verbo “roubar” foi substituído por uma expressão mais leve.
O mesmo ocorre co o exemplo 2 , “reprovado “ também foi substituído por uma expressão mais leve.
12) IRONIA
Que homem lindo!
(quando se trata, na verdade, de um homem feio.)
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
Como você escreve bem, meu vizinho de 5 anos teria feito uma redação melhor!
Que bolsa barata, custou só mil reais!
13) HIPÉRBOLE
É o exagero na
afirmação.
Já lhe disse isso um
milhão de vezes.
Quando o filme começou, voei para casa.
Quando o filme começou, voei para casa.
14) PROSOPOPÉIA
Atribuição de
qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e inanimados.
A formiga disse para
a cigarra: ” Cantou…agora dança!”
O Morro dos Ventos
Uivantes... (Os ventos não uivam)
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